sábado, 27 de setembro de 2008




Jardins fugidíos


O que seria do ar se não fosse a guitarra?
O que o seria do oxigênio sem aqueles acordes?
Acordes?

Em cada esquina, uma tromba,
um grão de arroz de óculos escuros,
migrantes janelas sem rostos,
jardins fugidios

A que altura estamos?
Em que praia despejaremos o mercúrio?
-Mercúrio?
-Sim, somos cruéis e sem rostos,
espero que não esqueça

O motor e as hélices sublimam os pavilhões de nossos pobres ouvidos
Elevados a quinta potência da inutilidade
entramos no que restou do mar


EDU PLANCHÊZ

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